NEO-ANALOG

NEO-ANALOG
La photographie après l’image

Michel Poivert, professor de história da fotografia na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, é co-curador, com Évelyne Cohen, da exposição “NEO-ANALOG, Fotografia Depois da Imagem”, em cartaz até 3 de janeiro de 2026 no Centro de Arte Contemporânea Tignous, em Montreuil.

Visão Geral da Exposição

Com os artistas:

Sylvie Bonnot

Véronique Bourgoin

Arina Essipowitsch

Marie Hazard

Yanis Houssen

Sara Imloul

Laurent Lafolie

Hanako Murakami

Raphaëlle Peria

Catherine Poncin

Mathieu Roquigny

Laure Tiberghien

Dune Varela

Baseada no trabalho de treze artistas contemporâneos, a exposição NEO-ANALOG se apresenta como o manifesto de um movimento internacional que marca uma das etapas mais recentes da fotografia contemporânea.

Desde a década de 2010, alguns fotógrafos que atuam no campo da arte contemporânea têm se afastado da criação de imagens para explorar a materialidade da fotografia. Os fundamentos — luz, tempo, substâncias fotossensíveis, a tangibilidade dos suportes, etc. — emergem como um vocabulário alternativo à luz das tecnologias avançadas. Essas fotografias, consideradas “contraculturais” por serem estranhas à corrente principal das imagens midiáticas, afirmam o potencial do analógico, ou seja, qualquer experimentação em contato direto com a realidade. Não se trata mais de “olhar”, mas de ativar processos onde a física e a química dos materiais desdobram novas possibilidades. Frequentemente enraizados numa forte sensibilidade ecosófica, os fotógrafos neoanalógicos também defendem práticas que exploram a natureza em conjunto com cientistas e almejam uma poesia do Antropoceno: num mundo devastado, a fotografia não serve mais apenas para ver, mas para sentir e compreender. O analógico não é mais uma questão técnica, mas uma mudança de paradigma cultural: a conexão do fotógrafo com o mundo se dá pelo reconhecimento do valor da experiência. Desvalorizada desde o desenvolvimento da mídia, a experiência retorna com força total através da cultura analógica e constitui um contraponto à nossa existência digital. A fotografia neoanalógica revisita a história do meio reativando seus processos. Ela inventa novas situações técnicas, escapando de seu status de mera imagem: abrangendo instalação, escultura, gravura, pintura e vídeo, a fotografia se expandiu regenerando os fundamentos do seu meio.

A revolução digital parecia ter condenado a fotografia a se tornar apenas mais uma imagem. Uma geração depois, reinventou-se ao afirmar valores encontrados em muitos outros campos, como música, jogos, cinema e até planejamento urbano. O neoanalógico estabelece uma cultura material e filosófica que permite a restauração da ideia de realidade em um contexto de crise da verdade.

Saiba mais no site do Centre Tignous: https://centretignousdartcontemporain.fr/neoanalog/
— Centre Tignous d’Art Contemporain

(traduzido com ajuda do Google)

discordo do uso do termo analógico para falar de fotografia quimica, mas o termo se disseminou internacioinalmente. Analógico é eletrônico, eletronica analógica, eletronica digital, tv, rádio celular…