| NEO-ANALOG La photographie après l’image |

Michel Poivert, professor de história da fotografia na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, é co-curador, com Évelyne Cohen, da exposição “NEO-ANALOG, Fotografia Depois da Imagem”, em cartaz até 3 de janeiro de 2026 no Centro de Arte Contemporânea Tignous, em Montreuil.
Visão Geral da Exposição
Com os artistas:
Baseada no trabalho de treze artistas contemporâneos, a exposição NEO-ANALOG se apresenta como o manifesto de um movimento internacional que marca uma das etapas mais recentes da fotografia contemporânea.
Desde a década de 2010, alguns fotógrafos que atuam no campo da arte contemporânea têm se afastado da criação de imagens para explorar a materialidade da fotografia. Os fundamentos — luz, tempo, substâncias fotossensíveis, a tangibilidade dos suportes, etc. — emergem como um vocabulário alternativo à luz das tecnologias avançadas. Essas fotografias, consideradas “contraculturais” por serem estranhas à corrente principal das imagens midiáticas, afirmam o potencial do analógico, ou seja, qualquer experimentação em contato direto com a realidade. Não se trata mais de “olhar”, mas de ativar processos onde a física e a química dos materiais desdobram novas possibilidades. Frequentemente enraizados numa forte sensibilidade ecosófica, os fotógrafos neoanalógicos também defendem práticas que exploram a natureza em conjunto com cientistas e almejam uma poesia do Antropoceno: num mundo devastado, a fotografia não serve mais apenas para ver, mas para sentir e compreender. O analógico não é mais uma questão técnica, mas uma mudança de paradigma cultural: a conexão do fotógrafo com o mundo se dá pelo reconhecimento do valor da experiência. Desvalorizada desde o desenvolvimento da mídia, a experiência retorna com força total através da cultura analógica e constitui um contraponto à nossa existência digital. A fotografia neoanalógica revisita a história do meio reativando seus processos. Ela inventa novas situações técnicas, escapando de seu status de mera imagem: abrangendo instalação, escultura, gravura, pintura e vídeo, a fotografia se expandiu regenerando os fundamentos do seu meio.
A revolução digital parecia ter condenado a fotografia a se tornar apenas mais uma imagem. Uma geração depois, reinventou-se ao afirmar valores encontrados em muitos outros campos, como música, jogos, cinema e até planejamento urbano. O neoanalógico estabelece uma cultura material e filosófica que permite a restauração da ideia de realidade em um contexto de crise da verdade.
Saiba mais no site do Centre Tignous: https://centretignousdartcontemporain.fr/neoanalog/
— Centre Tignous d’Art Contemporain
(traduzido com ajuda do Google)
discordo do uso do termo analógico para falar de fotografia quimica, mas o termo se disseminou internacioinalmente. Analógico é eletrônico, eletronica analógica, eletronica digital, tv, rádio celular…